Audiência discute soluções para problemas da Maternidade Evangelina Rosa

A situação da MDER foi discutida em audiência na Câmara.

Os problemas da a Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) estão sendo negligenciados e o mais sério é que estamos lidando com vidas”. A afirmação foi feita pelo vereador Luiz Lobão durante audiência pública na Câmara Municipal de Teresina que discutiu os principais problemas econômicos, financeiros, de infraestrutura e recursos humanos da Instituição, bem como dos contratos terceirizados.

A MDER é referência estadual e municipal na assistência à gestante de alto risco.  Durante a audiência foram citados com um dos problemas mais relevantes da Instituição as deficiências quantitativas de recursos humanos relacionados à assistência obstétrica e neonatal, principalmente, em regime de plantão. 

"Segundo relatório que recebemos, há carência de médicos obstetras (18), médicos pediatras (45), além de outros profissionais médicos como cardiologistas, neurologistas, ultrassonografistas, radiologistas, citologistas, bem como de enfermeiros (163) e técnicos de enfermagem (140). A carência desses profissionais vem sendo suprida, com dificuldade, por plantões extras e contratos precários”, informou Luiz Lobão.

Além disto, há elevados índices de morbimortalidade materna e perinatal; estado de superlotação persistente, pois quando da sua fundação a MDER tinha 240 leitos obstétricos disponíveis e hoje são apenas 157, que receberam uma nova distribuição, como alojamento de residentes, espaços funcionais e espaço de assistência ao recém-nascido de risco; receitas insuficientes para cobrir despesas. A MDER tem uma receita constante (1.910.000,00), enquanto as despesas (3.256.036.50) têm sido crescentes; insuficiência e inadequação de dotação orçamentária às necessidades da Instituição; áreas físicas de assistência comprometidas, inadequadas e insuficientes para atender a demanda atual.

A direção da Maternidade elegeu como possíveis soluções a realização de Concurso Público para contratação de profissionais para preencher as escalas de plantão; aumento de leitos; aumento de receitas; não implantar serviços, além dos já existentes, sem planejamento financeiro; construção de anexo administrativo para solucionar os problemas de infraestrutura; ampliação dos leitos obstétricos de alojamento conjunto e substituição dos profissionais de contratos precários e terceirizados por efetivos.

“O problema da Maternidade está sendo negligenciado. Funcionários revelam que nunca tinham visto uma situação tão calamitosa na instituição. Precisamos de mudanças, de respostas concretas, projetos a curto, médio e longo prazo, pois estamos lidando com vidas. Nós vereadores não seremos omissos e vamos continuar cobrando soluções para os problemas da maternidade, que são muito sérios. A questão da mortalidade materna e infantil é assustadora. Quando fui gestor na FMS conseguimos diminuir e zerar o número de óbitos maternos em Teresina. Mas a realidade hoje é preocupante com, números alarmantes. Se houver um empenho no serviço e se o diálogo entre os órgãos competentes pela saúde no Estado e municipio for afinado, poderemos mudar esse cenário", concluiu Luiz Lobão.

Em: 18/05/2018 12:37:00

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