Na última terça-feira (24) chegou ao plenário da Câmara Municipal o projeto de resolução normativa de autoria do vereador Edvan Silva (PTC) que propõe a instituição do voto secreto para eleições da Mesa Diretora da Casa e para vetos vindos do Poder Executivo. O projeto polêmico provocou discussão entre os parlamentares.
Em discurso na tribuna, o vereador Major Paulo Roberto (PSD) foi o primeiro a declarar voto contra e cobrou que os vereadores tivessem atenção ao texto da matéria, observando que ele poderia retirar da Câmara sua independência. "É um retrocesso voltar ao regime de votação secreto", alertou.
A vereadora Teresa Britto (PV), em aparte, declarou também voto contrário e afirmou que o voto aberto é um instrumento para que a população fiscalize as atitudes de cada vereador. "Temos o dever de mostrar à população as nossas opiniões e como são os nossos votos. Sou completamente contrária a esse projeto porque somos entes públicos. A população tem o direito de saber como votamos", afirmou.
O vereador Paulo Roberto chamou a atenção para o fato do vereadores passarem por "constrangimento" porque há "claramente interferência do Poder Executivo em eleições nessa Casa".
O petista Edilberto Borges, o Dudu, se disse a favor do voto secreto apenas para os vetos do Executivo. "Podemos propor ao vereador Edvan Silva que modifique o texto e separe os projetos, propondo apenas voto secreto para os vetos", disse.
O projeto tramitará nas comissões temáticas da Casa e deverá voltar para primeira e segunda votações em plenário na próxima semana.
Em: 25/02/2015 11:02:00
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