O plenário da Câmara Municipal de Teresina aprovou nesta terça, dia 26, por unanimidade, requerimento de autoria do vereador Ricardo Bandeira (PSDC) que prevê a realização de sessão solene para celebrar o Dia do Jornalista. A homenagem foi marcada para o dia 4 de abril, às 10h30, no plenário da Câmara. O vereador justificou a sessão solene pelos relevantes serviços prestados pelos jornalistas de Teresina. “É com muita honra que homenageamos essa categoria que tem a nobre missão de informar os fatos que interessam ao povo teresinense, com muita precisão e isenção”, afirmou Ricardo.
O vereador destacou ainda que serão convidados a participar da homenagem a direção do Sindicato dos Jornalistas do Piauí (Sindjor) e os profissionais dos jornais, emissoras de televisão, rádio e portais de notícias com atuação em Teresina. Entre os temas que serão levantados durante a sessão solene estão a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2009 que estabelece a exigência do diploma de curso superior em jornalismo como requisito para o exercício da profissão de jornalista no País. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência do diploma para jornalistas em todo Brasil.
Na sessão solene será debatido também a instalação da Comissão da Verdade, Memória e Justiça do Jornalista Piauiense, criada pelo Sindjor, com o objetivo de fazer um levantamento de todos os casos de perseguições aos profissionais de comunicação do Piauí durante a Ditadura Militar. A comissão conta com os jornalistas Arimateia Azevedo, Deoclécio Dantas, Zózimo Tavares, Raimundo Cazé, Pompílio Santos e Herculano Moraes.
“É importante que se tenha conhecimento da comissão para que todos possam contribuir, da forma como for possível, no levantamento dos casos contra jornalistas piauienses na época da Ditadura Militar. Conhecer esse passado é importantíssimo para que se tenha uma imprensa sempre livre daqui para frente e não se repitam casos de extrema censura à liberdade de imprensa”, ressaltou Ricardo.
DATA - O Dia do Jornalista é comemorado no Brasil em homenagem a João Batista Líbero Badaró, médico e jornalista de origem italiana, que chegou a São Paulo em 1826, aos 28 anos. Três anos depois, fundou o jornal "Observador Constitucional", onde denunciava os desmandos e excessos cometidos pelo governo de Dom Pedro I. No dia 20 de novembro de 1830, Badaró sofreu um brutal atentado à bala, vindo a falecer no dia seguinte, com apenas 32 anos. Suas últimas palavras foram: "Morre um liberal, mas não morre a liberdade".
Em: 01/04/2013 10:49:00