Em reunião com vereadora e Conselho de Saúde, diretoria nega falta de medicamentos no HGV

Em reunião com a vereadora Teresa Britto (PV) e membros do Conselho Municipal de Saúde, nesta quinta-feira (22), a diretora do Hospital Getúlio Vargas, Fátima Garcez, contestou denúncias de familiares de pacientes sobre uma suposta falta de medicamentos no centro de saúde.

A denúncia foi feita à vereadora Teresa Britto, que expôs o caso na Câmara Municipal de Teresina e, em seguida, juntamente com o Conselho de Saúde, realizou a vistoria no hospital para apurar a denúncia.

Fátima Garcez negou que faltam medicamentos no HGV, mas reconheceu a falta de vagas nas Unidades de Terapia Intensiva. “O Hospital conta com 20 leitos de UTI para atender uma demanda muito grande e de alta complexidade. Estamos implantando mais 10 leitos de cuidados intermediários para, pelo menos, amenizar essa demanda. Mas a denúncia de falta de medicamentos não procede”, comenta.

Teresa Britto agradeceu a disposição da direção do hospital em esclarecer os pontos e frisou “que é importante cobrar, mas cobrar com responsabilidade. Por isso, viemos ao HGV conhecer de perto a realidade e entender toda a situação. Agora, vamos seguir acompanhando esse atendimento”.

Entenda o caso

A vereadora Teresa Britto (PV) fez uso da tribuna da Câmara Municipal de Teresina, nesta quinta-feira (22), para expor denúncia de familiares de uma paciente que está há dois meses internada no Hospital Getúlio Vargas (HGV). Segundo a denúncia, a paciente de 62 anos sofreu uma queda e teve problemas na coxa. Inicialmente, ela foi levada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e, no dia 22 de dezembro de 2017, foi transferida para o HGV. Desde então, a família relata que a paciente contraiu infecção hospitalar e trombose, deixando seu estado de saúde ainda mais preocupante. Ainda de acordo com os familiares, a equipe médica do hospital explicou que a cirurgia ainda não foi realizada por falta de vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

Confira a nota oficial da direção do HGV sobre o caso

A paciente Raimunda Irene de Oliveira Nunes Lopes, 65 anos, deu entrada no Hospital Getúlio Vargas (HGV) no dia 26 de dezembro de 2017, com fratura de acetábulo, transferida do HUT para a clínica ortopédica. O quadro da paciente foi agravado por causa da idade e evoluiu para uma trombose. Foi para UTI no dia 17 de janeiro e dia 19 teve alta da UTI e foi encaminhada para clínica médica, onde fez todos os exames novamente. Dia 27/01 foi novamente encaminhada para a clínica ortopédica e nesse mesmo dia, o cardiologista avaliou e solicitou um cateterismo cardíaco. Encaminhou Raimunda para o HU, onde foi realizado, dia 6 de fevereiro, o cateterismo. Foi solicitado um novo parecer cardiológico e somente foi liberada para a cirurgia no dia 10 de fevereiro. Como não tinha leito de UTI disponível, devido à grande demanda, está aguardando para realizar cirurgia.

Em: 26/02/2018 10:29:00

Tags: Conselho de Saúde, falta, HGV, medicamentos, Reunião, Teresa Britto