Graça Amorim justifica voto contra em todas as matérias da reforma

A vereadora Graça Amorim (PTB) votou contra a aprovação das nove matérias da reforma administrativa apresentadas à Câmara de Vereadores pelo Prefeito de Teresina, Firmino Filho, que foram aprovadas em primeira votação nesta quarta-feira (16).

Ela considera desnecessária e precipitada a alteração da estrutura de organização administrativa do Poder Executivo Municipal. “Não entendi o porquê do regime de urgência. Isso tira o direito do vereador de analisar com profundidade e cautela, ouvindo técnicos das respectivas áreas envolvidas na reforma, as instância de controle social e o cidadão teresinense”, disse.

A parlamentar condenou também a divisão da Fundação Municipal de Saúde. “É certo que a Fundação precisa passar por profundas reformas, mas a mudança tem que ser pensada, planejada, discutida. Essa reforma não perpassa pela necessidade de sua divisão em mais dois órgãos, mas sim, pela melhoria da sua estrutura física, técnica, funcional, informatização dos setores da Administração”.

Quanto à criação das demais Secretarias propostas, Graça Amorim considera igualmente desnecessárias. “As ações previstas para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação já são desenvolvidas pelas SDUs e pela Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, cuja extinção vai representar um verdadeiro retrocesso, ante a importância desse órrgão para a regularização das diversas ocupações irregulares existentes em Teresina. A SEMDEC, de igual modo, já engloba de forma eficaz as ações previstas para a Secretaria Municipal de Economia Solidária”, enumera.

O impacto financeiro da medida também foi levado em consideração pela vereadora. Ela lembra que a data-base de reajuste salarial dos servidores de Teresina se aproxima e se preocupa qual a porcentagem de aumento que a Prefeitura vai dar aos servidores efetivos.

“Muitos recursos serão investidos nesta reforma. O prefeito Firmino Filho tem que pensar na viabilidade financeira dela, tem que pensar no aumento salarial dos servidores que, com certeza, vai onerar a folha de pagamento. O servidor efetivo não vai compreender se o reajuste que for conceder não for equivalente aos valores que estão sendo pagos ao pessoal que assumirá cargos de confiança”, ressalta a vereadora Graça Amorim.

Em: 16/01/2013 21:15:00

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