Às 7 horas dessa sexta-feira (25), moradores da região da Pedra Mole farão um Ato Público no Hospital São Carlos Borromeu para impedir que a Prefeitura de Teresina faça as mudanças anunciadas no local, provocando o fechamento de serviços como ambulatório, cirurgias e exames. Os funcionários do hospital também participam do movimento que fará um "abraço" simbólico ao Centro de Saúde que atende 23 bairros da região, além da Zona Rural, representando um total de 70 mil habitantes. Segundo informações da Prefeitura, essa população deverá ser atendida pelos PSFs que existem em bairros daquela região.
A polêmica em torno do fechamento dos serviços do hospital surgiu depois que a Prefeitura de Teresina anunciou que irá implantar o modelo de Cuidados Continuados, proposto pelo Ministério da Saúde e aceito pela Fundaci - Fundação Antonio Dante Civiero - entidade que administra o hospital. Fundado há mais de 23 anos, o São Carlo Borromeu faz atendimento de emergência, realiza exames, tem dois centros cirúrgicos e dezenas leitos de internação. Com a implantação do projeto, o hospital apenas receberá pacientes encaminhados do HUT e HGV em caso de pós-operatório.
No último dia 16, uma comissão de moradores, funcionários do hospital e a vereadora Teresa Britto (PV) formalizaram uma denúncia no Ministério Público Estadual contra o fechamento do hospital. Na audiência, que contou com a presença do Secretário Municipal de Saúde, Noé Fortes, a população solicitou que a Prefeitura implante o projeto parcialmente, apenas acrescentando o modelo de Cuidados Continuados na atual estrutura, sem o fechamento dos serviços que estão em funcionamento.
A vereadora Teresa Britto afirmou que aguarda a confirmação da data de audiência com a promotora Claudia Seabra para que a Prefeitura de Teresina ouça os moradores e possa fazer alterações no projeto, de maneira que o hospital continue com o ambulatório, exames e internações.
"Não somos contra o projeto, mas que ele ocorra parcialmente, não acabando com os serviços do hospital à população. Contamos com o apoio do Ministério Público nesse caso, é preciso que a Prefeitura possa ouvir os anseios das milhares de pessoas daquela região. O que percebemos é que apenas os diretores da fundação que administra o hospital foram ouvidos e a população ficou de fora do processo", lamentou a vereadora.
O morador do bairro Pedra Mole, David Alves, disse que se o projeto implantado trará um grande prejuízo à população. "Existem cirurgias marcadas até o março de 2014, o que vai acontecer com essas pessoas? Será se elas terão que passar por todo o processo até marcar novamente a cirurgia, o que demora vários meses?", questionou o morador.
Em: 25/10/2013 08:57:00
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