“Precisamos levar mais a sério o combate à violência contra a mulher”, afirma Dudu

Para discutir e sobretudo buscar soluções para o crescente número de feminicídios ocorridos no Estado, foi realizada audiência pública na Câmara Municipal de Teresina (CMT). Para o vereador Dudu (PT) um dos preponentes da audiência, a discussão é o primeiro passo para articular ações efetivas e preventivas, além de combater a impunidade.

“Essa casa não pode se curvar diante disso. Fico feliz de termos um deputado federal, uma senadora, as duas casas legislativas onde têm que ser travada uma batalha, no Congresso Nacional para endurecer nossas leis. Mas todos nós temos que ser esse eco, para que esse eco lá no Congresso e essa voz da rua possa sensibilizar a todos. Não dá mais. Que a morte trágica dessas duas garotas, Camila e Iarla, seja um marco, que não fique em vão”, afirmou Dudu. 

Porém, o Vereador ressalta que o combate à violência contra a mulher deve ser levado mais a sério e receber investimentos suficientes, os políticos inclusive devem ser mais cobrados em relação a essa questão. Atualmente, consta no orçamento anual da capital menos de 1% destinado às ações de combate a esse tipo de violência.

“Não adianta só falar do combate à violência. Nós políticos precisamos fazer nossa parte. Nós temos um orçamento para 2018 que vai ser aprovado agora de 3 bilhões e 220 milhões é o orçamento de Teresina para 2018. Desse total apenas 0,08% está destinado para as políticas para mulheres. Queremos tratar o assunto com seriedade? Para combater a violência precisamos de dinheiro para investir em ações de combate, educação e prevenção a violência contra a mulher. Então é necessário que a sociedade também cobre a gente”, pontuou.

No fim da audiência foram formalizados os encaminhamentos, sugestões que serão enviadas às autoridades competentes para que, se possível, virem medidas práticas para proteção das mulheres. Dentre os principais estão a criação, dentro da Guarda Municipal d e um grupamento intitulado “Salve Maria”, para atuar na proteção de mulheres que já foram vítimas e denunciaram seus agressores; a proibição da mídia local de veicular e estimular a violência simbólica, evitando utilizar a imagem feminina de forma pejorativa; aumentar o percentual de repasses municipais para ações de combate, prevenção e cuidado às vítimas de violência.

Em: 27/11/2017 07:18:00

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